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O copo d’’agua nas mãos, o comprimido redondo de sonhos mergulhando lá dentro, consumido num instante como ácido ascórbico. Bolhas subindo e ele sumindo. No gole, um gosto de laranja Continuar a ler
O copo d’’agua nas mãos, o comprimido redondo de sonhos mergulhando lá dentro, consumido num instante como ácido ascórbico. Bolhas subindo e ele sumindo. No gole, um gosto de laranja Continuar a ler
Lá estava ela deitada, submersa em seus lençóis camíferos, quando o ronco no estômago falou mais alto que o tédio. Empurrou coberta e travesseiros pro lado, rolou pelos longos centímetros Continuar a ler
Sobre a cabeça, aquela negridão do abstrato imenso de nome Firmamento. Ela, de brancura minúscula e nome Sara. De ombros flácidos, passos cautos e seu firme lamento, andava. Andava num Continuar a ler
Foi numa tarde, depois de um olhar por meses diante daquele verde denso distante… Decidiu num compacto segundo e correu. Correu voraz para o íntimo do canavial. Sem calças, descalça, Continuar a ler
Engraçado (para não dizer des…), como toda familiaridade foi se decompondo com o tempo. Nenhum meio-sangue em ambas as veias auxiliou como elo da relação. Eram agora estranhos. Suas faces Continuar a ler
Sobre os estados, passei por todos. Maciço, líquido, oxigênio, plasma. De repente, não. Não eram todos. Me surgiu aquele outro, sem título ou descrição. Ele só tinha forma. E àquela Continuar a ler
Os dois de cabelos longos, coturnos, piercings e preto. Ela, adolescente fogo até nos cabelos. Na blusa, os seios alvejados despontando recentes. Nele, o calor mais quente do mundo escalando Continuar a ler
Era o senhor cortando a grama do canteiro do prédio. De lá que subiu o perfume de mato às narinas da moça. Ela quis sentar-se no asfalto em frente, fechar Continuar a ler
Quis congelar os momentos e emoldurar em quadros na sua memória. Dependurados, colados, frente à fronte das suas emoções e lembranças seletivas. Quis ver a obra ao todo, sem Continuar a ler
“E o que não era pra ser dor, angustiou do lado esquerdo. Aquilo, nem o tempo pra dar jeito. Pra asfixiar o espasmo e calar o peito. Onde era pra Continuar a ler