Home

Parada embaixo da marquise, esperando o céu acalmar, olhou pro alto. Lá, entre chuva e nuvens pratas, a copa. Mais parecia uma estampa de florzinhas aerada. “Que árvore poética” – sentiu. Suas folhas se juntavam em pequenos grupos separados dando aspecto de buquês. Não tinha uma câmera sequer. Entristeceu mas logo achou bom. Fotografou com os olhos e desenhou na mente. Não a figura real, mas seu espírito. Alguns instantes e partiu. Andando pela rua com piscadas longas de um fechar de olhos mais demorado pra elaborar e gravar aquela imagem. Passava pelos outros sorrindo: “Copa mais linda!”

No meio do caminho, teve outro encontro mágico. Desta vez, uma alta e tensa árvore de galhos precisamente retorcidos. Era uma obra de arte contemporânea. Jurava que sim. Podia ser. Torcidos que pareciam feitos à mão. Marrons escuros, curvilíneos, cascudos e longos. Sobre cabeças que passavam e nem viam seu espetáculo logo ali. Ela viu. Saiu sorrindo em dobro e pensando em fazer uma série só de árvores. Voltar outro dia e fotografar. “As pessoas precisam saber o mundo que existe em cima delas” – Saiu suspirando.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s