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Já posso pular? Como o que! A janela oras! Não pensou que era da cama ao chão não é mesmo! Ah, vou sim. Me deixa. Cansei. Cansei dessa humanidade impregnada em mim, no ar que eu respiro, nos relacionamentos, na minha vontade de engolir toda gordura e doces do mundo de tamanha ansiedade que já não cabe nas minhas calças e blusas. Cansei de tudo ter que ser sempre tão complicado! Sempre tão novelo de linha em volta de mim! Sempre tão embaçado bem na hora em que havia felicidade! Chega! Eu disse chega! Viver as vezes é tão rarefeito que não estou conseguindo ficar aqui. Essa humanidade doente, tudo tão doente, todos tão doentes. Somos todos cegos tentando lidar com nossa própria cegueira e ainda a alheia.

Vou pular. E toda minha fragilidade vem aqui dentro junto de mim. Agarrada em mim. Nas minhas paredes internas. Vou eu e ela nos quebrarmos em pedacinhos de vidro lá em baixo. Esse ar denso é para os fortes. Essa pressão de linhas apertando os membros até ficarem roxos e formigantes é para os fortes. Essa agonia da escuridão de cloro cego é para os fortes. A humanidade é pra eles. Os fortes.

Eu que sou fraca, digo até logo. Fecho os olhos, deito meu crânio pesado no travesseiro e pulo…

2 thoughts on “Adeus

  1. Por favor se decida, porque você já está me confundindo: somos todos vesgos ou somos todos cegos? Ou as duas coisas?

    heheheheehe

    Acho que houve uma revelação no comentário acima. ehhehehhe

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