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“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato…Ou toca, ou não toca.”

Clarice já disse. Somos feitas de centenas de cordéis. Mil pontas cada. Um a um com seu tom. Todos se tocam. Tons altos e sono, vibrantes e amor, frágeis e aço, vermelhos e água, elétricos e beijo, dó e sol. Entender a lógica desses nós é querer fazer fluxo de cachoeira subir ou esperar que fogo gele. É querer que chocolate tenha gosto de vento ou que espumas espetem. Apenas somos. Não há por aqui força maior que a flor da pele. Não há por aqui força maior que vinte e quatro horas diárias desse suor viscoso e emaranhado de sensações. Somos assim e apenas somos.

Suponho que não queiram nos saber. Sugiro que apenas sintam o suor que escorre. Apenas toquem. Toquem na alma que nos segundos inteiros transpira. E quer melhor coisa que tocar? Sentir a pele, os pêlos, o fluxo, o gosto, os tons, o doce, o grito, a lágrima, a loucura, a rosa, o perfume, o furacão, a fluorescência, o desespero, o arrebentar, as pedras, a centelha, o olhar…sentir… Ah, o sentir! Minhas palavras vêm persuadir pra que pensem menos e sintam mais. Assim compreenderão um mínimo dos fios. Assim nos amarão mais. Nós e vocês. Inverso! Por isso nos precisamos tanto a tanto. Se pretendem razão, a única no momento é a deliciosa diferença entre nós.

4 thoughts on “Mulher

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