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De repente percebi que ando escrevendo textos tristes demais. Dos últimos, grande parte foi triste. O “Ela está aqui”, sobre felicidade, ficou dias pra trás. Mas sabe, ela não ficou lá perdida. Continua aqui na minha gata, nos meus novos projetos, no meu corte de cabelo novo, na minha fase boa de relacionamento, na minha casa nova…continua aqui nas árvores que vejo – outro dia mesmo caminhando vi uma incrível, parecia que ia tombar em diagonal, com cara de velha corcunda mas no fundo bem viva. Acho que escrevo muito “no fundo”. Só acho…Tem muitas expressões que repito. Mas em combinações novas. É que a gente tem sempre ideias mais latentes.

“Latentes”, também adoro essa palavra! Falo bastante. É que sou fã de palavras de sentido concentrado. Uma coisa latente é uma coisa forte, dá pra sentir a palavra pulsando, querendo expelir. Concorda? Com corda…isso me lembrou minha infância, quando era recreio e as garotinhas pulavam corda. Corda e elástico. Elástico me lembra gominha, e gominha me lembra duas coisas:

1. Que na infância da minha mãe, apelidaram ela de gominha só por causa do sobrenome Gomes. Ela me contou que odiava. E isso me faz pensar que escolher nomes de filhos é tarefa cautelosa. Sempre tem que pensar nos possíveis apelidos de escola. Mas já tenho os nomes dos meus: Lis a menina e Ian o menino. Gosto de nomes curtos e diretos. Mas Lis e Ian só daqui a uns anos.

2. Gominhas estão no universo perdido paralelo junto com sombrinhas, grampos de cabelo, canetas e inocência. Pena que meus quilos (que têm o inverso do peso das penas) não vão junto pra lá. Lá também estão muitos de meus pensamentos…paralelos viajantes.

Ai que vontade de viajar! Sentir a praia em meus pés e na marca de biquine. Falando em biquine, outro dia levei uma cantada. Estava eu passando de vestido poá e o cara cantou (literalmente cantou) “era um vestido de bolinha…”. Oi? Adaptando a música do Blitz! Amo Blitz. E ainda vou ter um biquine de bolinha amarelinho. Claro que vou.

Me deu fome. Quase 3h da manhã. Madrugada dá fome nas pessoas com insônia. Comer ou não comer agora, eis a questão. Hm! Lembrei que tem sorvete na geladeira! Uhu! Vou lá pegar uma colherzinha. Melhor que isso só sorvete em frente ao mar. (Fui e voltei). Estavam ótimas aS colherzinhaS. Super recomendo sorvete na madrugada. Ainda mais nesse friozinho de hoje é comer e voltar pra cama quentinha. Bom que eu fui lá porque tinha deixado o frango descongelando dentro da pia. Guardei na geladeira. Frango? É, agora eu cozinho coisas básicas. Eu, a rainha de comer na rua e fast-food, to me infiltrando nas panelas ultimamente. Tem sido até bom. Eu que odiava cozinhar. A síndrome da mulher moderna. Me rendi ao papel de mulherzinha. Mas só um pouco.

Pronto. Acho que acabei. Vou dormir. Na verdade eu nunca acabo de pensar, se deixar escrevo um livro corrido aqui agora, com início de um jeito, meio de outro e fim totalmente desconexo. Aparentemente desconexo. Porque tudo tem conexão e uma coisa puxa a outra. Ó, parei que já foram 43min aqui escrevendo. Vou dormir que amanhã é domingo, deixa a vida rolar…vou, que amanhã é domingo e outro burungundum me espera.

Boa noite.

4 thoughts on “2:37 AM

  1. Ameiiiiiii. Como sempre texto ótimo. Eu também gostaria de ter meus quilos perdidos em um universo paralelo. Pra lá só vão tudo o que é meu ou foi porque se já não é , foram. Gostei de ser lembrada no nome GOMINHA. Não que eu não seja lembrada. Sei que vc se lembra de mim em quase tudo o que escreve mas Gominha é tão meu. E só meu. Foi minha dor. URG! Jardim da infância passou. A Dieta também está passeando no universo paralelo? Te amo, fofinha ou magrinha , vc é linda e Especial.

  2. Ela está aí sim, carina.
    No corte novo de cabelo, ao lembrar do pote de sorvete, no novo projeto, na árvore tombada, nas cosquinhas e apelidos carinhosos com a amiga no quarto ao lado, na gatinha e suas levadezas, nos almocinhos e jantarzinhos no fogão novo, nos bilhetinhos no espelho e geladeira e parede negra, nas risadas sem fim, nos novos e antigos aneis, nas cores vivas de pintar lábios e unhas, nos olhares de gratidão dos amigos verdadeiros, nas danças de olhos fechados na pista cheia de gente e sonhos, na sempre música e cheirinho especial do apartamento amor, na vontade de viajar e desbravar o mundo, nos livros a luz do abajur de enfeitiçante luz azul, na sempre presença noiva do querido amor, nos vinis no cantinho da sala… Ela está aí, sempre. Sempre e sempre. Assim como eu.
    Bacci, carina!
    Sofia

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