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Eles corriam e gritavam “Me larga! Me larga!”. O sangue escorria nos braços. Eles se olhavam em pânico e tristeza. Só se ouviam os esturros altos saindo pela garganta. Por quê? Por quê? Segundos antes ela era só um um bicho doce miando, magnético, inspirador. Corria e balançava os bigodes ouro fazendo cócegas em suas faces. Naquela boca enorme só se via sorrisos e não dentes. De manchas, só as auréolas douradas contornadas de preto, desenhando a extensão do corpo robusto. Leoparda! Fêmea. Profunda. Mas ali. Lado a lado com eles.

Mas se sentiu de estimação… Alguma coisa que eles disseram ou a mudança no brilho da iris a fez sentir de estimação. Ela podia ficar ali a vida inteira, ao lado deles. Mas alguma coisa a fez sentir no canto. Canto, e não mais lado…Ela estava ali. Ela era ali. Mas de estimação jamais. Travou mesmo os dentes naqueles humanos todos.

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