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22h10. Na tentativa de quebrar o amargo do trabalho em pleno primeiro de maio, recorro às jujubas como um paleativo. Vou comendo e pensando que unanimidades são unanimidades. Tipo subir pra cima e chover molhado, sabe? É incontestável.

E penso na unanimidade 1. Trabalhar no feriado deprime mais que domingo a noite sozinho, chovendo, vendo Faustão. As olheiras afundam quadriplicadas, o sono se instaura nas células, a cidade fica mais vazia que em “I Am Legend”. Você tranca o escritório no pânico de zumbis entrarem sorrateiramente debaixo da mesa e te comerem vivo no baixar da noite, afinal, você se sente o último ser humano do planeta. Definitivamente, feriado trabalhando é o terror, um atentado ao pudor.

Conferindo a porta trancada, penso na unanimidade 2. Jujubas amarelas bem poderiam trocar o nome para “Rejeitadas” enquanto as rosas e roxas para “Queridinhas do paladar”. E se tivessem azuis aqui, com certeza iriam “andar no recreio” de açúcar dadas com as amarelas. Bala azul é para os fortes! Azuis e amarelas são aquelas que quando chega a vez na embalagem você oferece para a pessoa ao lado. Aceita? E a cara de ódio da pessoa se estampa ao pegar o saquinho. Só por desaforo, despeja as balas até chegar nas rosas e roxas e joga as rejeitadas no asfalto, esmagando com os pés. (Só que não. Aceita por educação e mastiga naquele desgosto da cor desgostosa).

E é isso. Breve parêntesis e volto a trabalhar, que senão fico aqui pensando…Unânime como nosso cérebro fica disperso no feriado…

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