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Relacionamentos são mesmo esse enorme clichê. Os mesmos dramas das relações. Só mudam os personagens e um detalhe ou outro.

Você vem sempre por aqui? Seus olhos são lindos. Você não sai da minha cabeça. Que beijo bom. Não acredito que você gosta dessa banda? Coração palpitante. Borboletas no estômago. Sexo, paixão, amor. Dois anos dura é o que dizem e é fisiológico. Depois o sexo já não é o mesmo, o interesse é desinteressante, nada é como antes e o amor? Se há força o suficiente ele fica e junta o que se tem. Se não, a relação acaba em desgosto, sofrimento de uma traição ou briga mais forte. Isso vai passar. O tempo cura tudo. E não é que o tempo cura? Pronto pra outro. Outro relacionamento, outros 2 anos, outro começo emocionante com uma pessoa “agora emocionante” mas que depois se amorna do mesmo jeito. Serão as mesmas e outras irritações com as calcinhas no box, as toalhas molhadas na cama, a falação interminável dela, o ouvido surdo dele, as conversas que não se encaixam, e o corpo que não se encaixa com aquela frequência inicial. Duro clichê natural.

Se acredito no amor? Acredito em decisão de ficar com alguém apesar de tudo e por causa de tudo. Alguém que o “por causa” supera o “apesar”. Mas vibrante não mais. Quem dura, dura morno. Se morno é ruim? Depende. Morno é a constância e a rotina. A vida é morna em sua maior parte. Não se pode ter a sensação do novo o tempo inteiro. Nem no amor, nem no trabalho ou na família. A rotina é previsível e mecânica. Pode-se incrementar a rotina (olha que clichê mais clichê) ou conquistar o mesmo companheiro todos os dias (o máster do clichê)? Pode, é preciso e funciona. Mas as relações mudam e o brilho é fosco. É a vida. Os olhos dela continuam lindos, o sorriso dele também, mas foscos. Um olhar e um sorriso acostumado. Tudo que é acostumado já não se presta tanta atenção.

Penso a vida como uma grande jarra de suco. Saborosa e concentrada decantada ao fundo e aquela água suja sem gosto que bóia na superfície. Esquecemos de movimentar e tomamos aquele líquido insoso. Se lembramos que ainda há doce lá embaixo, misturamos e conseguimos goles de sabor. E é assim. Clichês, os grandes clichês irreversíveis.

6 thoughts on “Pombos

    • Profundo nada. É tão na superfície que todo mundo vê. As pessoas só não têm coragem de falar, porque preferem assumir uma postura social do estereótipo do casal perfeito. Ninguém é. E não há problema em não ser…

    • É duro mas ninguém quer ouvir isso. Fica aquele eterno ar de que “os outros” são casais ótimos e felizes. Relacionamentos são de carne e osso pra todos. Se lidar com amigos já é difícil, ainda mais a pessoa que você escolheu pra ficar do lado todo o tempo. Relacionar é algo que demanda muito esforço. Ou então, vamos todos pular de galho em galho aproveitando só o lado bom da vida! Haha

      Bjos Carolzinha

  1. Entendo e concordo com o que você disse. Vivemos esperando o momento em que como nos contos de fadas, “seremos felizes para sempre”. Uma pergunta… porque Pombos? como animal não gosto, acredito que eles voam muito descordenadamente, claro, mirando a minha testa, mas como clichê acho um simbolo bonito rsrs Beijos e continue escrevendo textos que nos fazem sair da gaiola : )

    • Ei Fefe!🙂 Pombos vem do clichê “casal de pombinhos”, quando estão apaixonados, rs. Pombo tem tantos simbolismos né, paz, liberdade, animais-rato nojentos haha, mas esse caso foi isso, os pombinhos…

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