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Título emprestado dela. Billie Jean. Uma taça de vinho. Kings of Convenience. E Clarice:

“(…) nasceu-me um título do que seria um conto ou um romance: O montanhês. O título é sem graça, bem sei. E sei o que seria: não se trataria de um homem das montanhas, mas da subida gradual de um homem através da vida até chegar a um cume simbólico, ou não simbólico de uma montanha, de onde ele veria o seu passado e também o que lhe restava ainda subir, isto é, um pouco mais de futuro.

E o que ele via não era bonito, nem bom, nem ruim, nem feio, era o que fatalmente a vida fizera dele e sobretudo o que fatalmente ele fizera da vida. E aí vem o problema: até que ponto fora fatal o que ele fizera na vida e esta dele? Até que ponto houvera escolha? (…)”

Sábado. O sol reflete nos prédios num dourado nostálgico de fim de tarde. Minha gata dorme aqui no cantinho. A taça acabou. Clarice escreveu por mim. A música é doce. E fim.

2 thoughts on “O “verdadeiro” romance

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