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Aguda-hematoma! Espremendo os olhos por dentro como dois limões azedos até secarem. Metendo-lhes a ponta da faca até dissecá-los. Assim era a dor em sua cabeça. Ela tremia até as vísceras. Doía tanto que vomitava por dentro. Sentiu-se carne. Moída. Passando os miolos pelos buracos do moedor. Expurgando em fios-linguiça do outro lado.

Doía! Doía! Só não doía mais que o sentimento fígado sobre o murro que lhe deu a pancada. O murro rachou mais que o crânio. Rachou os sonhos e esperanças. Rachou o nariz no meio. Embebeu a respiração da vida com sangue. A dor passaria…o murro não.

Depois claro, seria outro dia. E com ele, tampões na cara e esperança, ainda que quase por inteiro enfaixada. Morreria o crânio, a visão, os órgãos, a paz…e por último sempre, a esperança.

4 thoughts on “Sangre

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