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Os peitorais rijos malhados balançavam num ar gelatinoso de acasalamento com os decotes estufados. Nelas, o pano cobrindo um polegar abaixo da dobra das nádegas. Neles, os fios condensados nos topetes de gel e perfume espirrado nos pescoços. O escuro iluminava as maquiagens, personas e corpos suculentos. Em toda a noite, empanturravam de álcool as taças suspensas nas mãos assanhadas. A música era qualquer uma, mas alta. Foram meias palavras ou meio olhar guloso e enfim, bocas prensadas ensopadas. Os órgãos purulavam de desejo. Na cabeça, um vão.

Pouco importavam as vidas por detrás da cena. Poderiam ser quaisquer. Eram como porcos suando excitação. A cena estava ali, desligada dos personagens, já com vida própria.

O sentimento dessa carnificina oca era um: Repugnância.

5 thoughts on “Balada

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