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“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”
Oscar Wilde

Em todas as vielas da vida, entre alegrias nostálgicas de cafés-com-leite nudes macios derramando amor, ou tristezas daquelas de um fim dando nó nos ventrículos e neurônios, posso dizer que não apenas “existi”. Vivi e vivo até o fim da gota que posso, com amor, depressão, traumas ou piadas. Disso nenhum arrependimento. Vivi e vivo sempre na tecla “demais”. E o que vier, virá. E virá bem, porque a vida sempre me reservou boas coisas, apesar de tanta dor. No fim, sempre estou de pé com sapatos charmosos de ar francês, como me disse um amigo um dia.

“E o que vier virá bem” é dessas falas de esperança daquelas que há um dia atrás eu disse não existir mais. É esperar em mais cafés-com-leite de amor, é pensar que um dia haverá um “Passado o dia de trabalho eu chegaria em casa de pés cansados e barriga roncando, jogaria os sapatos pro lado do quarto, tomaria uma ducha morna rápida, vestiria aquela camisola de algodão larga e confortável e comeríamos eu e ele uma boa massa com um bom vinho.” É uma esperança além de relacionamentos, é uma esperança não em um “tudo vai ser como antes, só que diferente agora”, é uma esperança além, de ver que tenho pernas, braços, enxergo e isso é o suficiente para que o amanhã exista e exista com respiração nas narinas e um esboçar de pensamento de “vamos lá, você consegue”.

Sempre consegui, essa é a verdade…

6 thoughts on ““Demais”

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