Home

s

Os dois de cabelos longos, coturnos, piercings e preto. Ela, adolescente fogo até nos cabelos. Na blusa, os seios alvejados despontando recentes. Nele, o calor mais quente do mundo escalando entre as pernas. Ali, num canto de praça como se invisíveis. Gargalhadas jovens e olhares puros de quem ainda não conhece dor de amor. Beijos apertados e mãos frias de um suor leitoso de doce. Doces descobertas e liberdade velada. Doce sensação de possuidores do mundo. De eternos.

Passam duas, seis ou vinte e sete pessoas. Passam motos bufando aceleradas, pássaros, aviões ou abelhas. Passam formigas no muro e talvez até entrem em suas roupas. Poderiam se passar anos, na verdade, que nada roubaria aquilo que era só deles. Aquele momento único, que mal sabiam os dois, seria guardado em suas memórias na clássica nostalgia de “tive um namoradinho(a) quando jovem… Teríamos uma banda juntos… Teríamos, faríamos, seríamos…”

Um cheiro de praça já traria o recordar um do outro em alguma parte da vida. A lembrança é mesmo uma coisa bonita que permanece por anos. E lembrar do primeiro amor é, das nostalgias, uma das mais gostosas.

2 thoughts on “Meu primeiro amor

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s