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Sobre os estados, passei por todos. Maciço, líquido, oxigênio, plasma. De repente, não. Não eram todos. Me surgiu aquele outro, sem título ou descrição. Ele só tinha forma. E àquela forma, dei o nome de “Forma Rendada”. Era transparente, feita de finos meandros se roçando gentis. Tênues traços de algodão brando e ouro. Mesmo que mudos, exalavam palavras. Indiretas, puras, profundas. Palavras que construíam um sentido maior em cada curva dos fios.

E, de repente, eu era encanto. Estava vestida com aquela forma, sentindo meu corpo estampado. Eu era renda. Era pressão e temperatura riscadas num desenho sobre a pele. Era um estado físico desconhecido, sem propriedade geral do corpo. Eu simplesmente era…”Era”, do verbo, sentir.

2 thoughts on “Chantilly francesa

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