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O copo d’’agua nas mãos, o comprimido redondo de sonhos mergulhando lá dentro, consumido num instante como ácido ascórbico. Bolhas subindo e ele sumindo. No gole, um gosto de laranja efervecendo a língua. De novo, sonhos engolidos. Voltando ao ciclo de eterna pré-existência. Pensou que sonhar talvez fosse mesmo pra ser guardado dentro do estômago, junto com todas amarguras e coisas lá habitadas. Uma espécie de equilíbrio interno de sobrevivência. Pensou que sonhos talvez não convivessem bem com a realidade cinza aqui fora. Quem sabe sonhos só sejam sonhos porque são alaranjados lá no interior humano… Quem sabe.

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